Dicas, Óleos Essenciais

Dicas para comprar um óleo essencial

7 Dicas para voce saber se o óleo essencial é 100% puro

1º – Um óleo essencial jamais será vendido em vidro transparente, pois em contato com a luz ultra-violeta (UV) oxida-se com facilidade, perdendo então suas propriedades terapêuticas. Ao ser adquirido deve estar conservado em frascos de cor (âmbar ou azul por exemplo). Porém, já existem frascos pet e outros materiais transparentes ou semi-transparentes com efeito anti-UV, porem são menos utilizados devido ao custo elevado.

2º – Os óleos essenciais não possuem cores extravagantes como roxo, lilás, etc.
Somente o óleo de camomila e poucos outros apresentarão a coloração azulada, pois em sua composição, encontra-se o camazuleno, o que lhe confere o tom azulado. Por outro lado a tangerina, laranja e orégano terão cor alaranjada, o patchouli, a casca de canela e o vetiver cor marrom, o cedro de Himalaia e a bergamota cor esverdeada e o sangue de dragão uma cor avermelhada. Nos outros casos, jamais se encontrará óleos com cores que vão além do transparente e do amarelo claro. Normalmente produtos coloridos o são pela adição de anilinas.

3º – Óleos essenciais não se dissolvem facilmente na água (são óleos). Se ao pingar uma gota, a água turvar-se de branco, isso é um indício de que o produto está diluído com polisorbato ou renex em água.
O óleo natural não se dissolve, costuma boiar quando seu peso é menor que o da água, ou ir para o fundo. Mas também muitos óleos naturais e sintéticos têm sido adulterados com óleos carreadores e, portanto, apresentarão características semelhantes às dos naturais não misturando-se à água.
Dica: Para saber se o óleo está diluído com óleo mineral ou gorduras vegetais, pingue uma gota numa folha de papel. Geralmente em até 2 horas o óleo essencial terá evaporado todo, mas se tiver gordura, deixará uma mancha no papel.

Exceto para óleos resinosos/absolutos como a copaíba, o pachouli e o vetiver, que por serem muito viscosos ou conter resinas, acabam realmente marcando o papel após este tempo. Porém óleos muito finos e voláteis como a lavanda, a hortelã ou o eucalipto, não deixam marcas e se marcarem estão com gordura ou óleo mineral agregado como adulterantes.

4º – Produtos com cheiros alterados, com odor de álcool ou óleo de cozinha são produtos adulterados e devem ser deixados de lado, a não ser que sejam vendidos com uma finalidade específica, como uso na massagem, ou rotulados como diluídos, como acontece muitas vezes com os óleo de rosa e jasmim, que por serem muito caros, costumam ser diluídos a uma proporção de 10 ou 20% em óleo de jojoba, girassol ou germe de trigo para baratear seu custo, mesmo assim, jamais virá a custar muito barato como alguns sintéticos normalmente comercializados dentro do Brasil.

5º – Óleos naturais jamais irão custar o mesmo preço, pois necessitam de proporções diferentes de matéria-prima da planta para se produzir óleo, assim como, de acordo com seu país de procedência, possuirão preços de custo também diferentes (aí entram também taxas de câmbio, importação e exportação, vigilância sanitária, etc).
Por exemplo, para conseguir-se 1 litro de óleo de eucalipto globulus, necessita-se aproximadamente de 30-50kg de folhas.
Por outro lado, para conseguir-se a mesma quantidade em óleo de rosas (1 litro), gasta-se de 1 a 3 toneladas de pétalas, o que equivale a 1 hectare de plantação de rosas. Daí seu preço jamais vir a ser o mesmo que o de um óleo de eucalipto.

6º – Os óleos naturais costumam durar mais tempo na pele, quando empregados como perfumes ou quando utilizados na massagem, contrário aos sintéticos que não permanecem às vezes mais do que poucas horas. Esta é a grande diferença entre os perfumes franceses que utilizam também óleos naturais e os nacionais que usam somente essências sintéticas.

7º – Preste muita atenção ao rótulo que deve sempre constar as informações abaixo:

Descrição do rótulo

  1. Nome popular mais comum da planta
  2. Nome científico (botânico)
  3. Parte da planta usada para extração
  4. País de origem
  5. Referência de quimiotipo se tiver
  6. Porcentagem de princípios ativos se necessário
  7. Data de envase ou extração e validade
Fonte: Fábián László – Cientista Aromatólogo