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Qual O. E. de Lavanda Escolher?

Conheça mais sobre as variedades dos óleos essenciais de lavanda

As lavandas (popularmente conhecidas como alfazemas) são pequenas ervas, comumente empregadas em ornamentação.
Da lavanda se obtém um dos óleos mais populares no mundo dentro da aromaterapia. O termo lavanda vem do latim lavare, “lavar”, porque a planta era utilizada pelos romanos para lavar roupa, tomar banho, aromatizar ambientes e como produto curativo.

Na França, a colheita da lavanda ocorre entre julho e agosto, tendo variações em outros países conforme as estações do ano. As plantas são colhidas por máquinas quando estão com botões floridos. O processo de destilação é feito a vapor da planta fresca ou seca.

Dentre os diferentes tipos de óleos e classificações existentes temos:

Lavandula angustifolia é o nome em latim para a lavanda tradicional e clonada. São sinônimos em latim Lavandula officialis e Lavandula vera.

A lavanda tradicional é multiplicada por sementes e produz o óleo de LAVANDA FINA, que pode ser cultivada ou nascer de forma espontânea em regiões com altitude superiores a 1.000 m ao longo dos alpes da alta Provence, de Vaucluse e Drôme. É o produto de mais alta qualidade e o mais ativo terapêuticamente. A cor das flores da lavanda tradicional varia do branco ao azul escuro, sendo que os campos de lavanda clonada possuem uma única cor uniforme (geralmente azul).

Link dos produtos:
Lavanda Fina – GT Bulgária – Laszlo – 10,1ml
Lavanda Fina – GT França – Laszlo – 10,1ml

LAVANDA AOC (Appelation Origine Controllé) é uma lavanda tradicional. Com a ajuda de um laboratório e a análise de amostras obtidas de cada colheita, um comitê de especialistas avalia determinados fatores no óleo e outras propriedades. Através de uma criteriosa avaliação é determinada a qualidade de cada colheita e as melhores amostras são classificadas pelo rótulo de “AOC”.
A.O.C. estabelece que o produto possui o “rótulo de origem controlada”. Este controle é feito pelo governo francês com o objetivo de proteger a qualidade e integridade de produtos. Para obter esta certificação, cultivadores e processadores precisam aderir a um sistema de padronização e regulamentação do governo para agricultura, colheita e destilação. O certificado AOC é conhecido em todo o mundo como um símbolo de alta qualidade para produtos de origem francesa e utilizado também em produtos como vinho, vegetais, e outros produtos agrícolas. A certificação AOC é muito difícil de ser obtida e, no caso da lavanda, precisa ser de espécies nascidas de sementes (lavanda tradicional), em altitudes elevadas acima de 1.000m e de plantas orgânicas.

Lavanda clonada (ou clonal) é cultivada a partir de clones de mudas e suporta baixas altitudes. As mudas são selecionadas a partir de indivíduos da lavanda tradicional pela sua qualidade olfativa, analítica, de resistência a doenças ou de rendimento. Geralmente são utilizadas variedades que se destacam pelo bom rendimento, algumas das variedades comumente clonadas são a lavanda MAILLETE e a MATHERONE (comuns na França) e a BUENA VISTA (comum nos EUA), todos multiplicados por estacas e adaptados para desenvolverem-se em baixas altitudes. A lavanda maillette possui flores de cor azul homogênea.

Link do produto:
Lavanda Buena Vista – GT EUA – Laszlo – 10,1ml

A lavanda orgânica ou BIO pode ser obtida da lavanda tradicional fina, da lavanda clonada ou outros tipos (como lavandins) por um cultivo orgânico certificado.

As LAVANDAS 38/40, 40/42, 48/50, 50/52 são óleos de lavanda naturais remarcados sob essas classificações. As porcentagens indicadas indicam os teores de ésteres no óleo. Geralmente os clientes procuram óleos com alto teor de ésteres. A concentração deles pode ser aumentada através de uma destilação fracionada (retificação), ou mistura de óleos com diferentes teores de ésteres. Destiladores mal-intencionados podem também adicionar acetato de linalila sintético com o objetivo de aumentar a concentração de ésteres nesses óleos. É comum dar o nome das regiões de cultivo às lavandas com teores de ésteres padronizados como a LAVANDA MONT BLANC (cultivada na região de Mont blanc) que é um tipo de lavanda 40/42.

Link do produto:
Lavanda 40/42 – GT França – Laszlo – 10,1ml
Lavanda 40/42 – GT França – Laszlo – 50ml

LAVANDA francesa, lavanda kashimir, lavanda búlgara, lavanda inglesa, lavanda russa, entre outras, são terminologias utilizadas para se definir o país ou região de cultivo e destilação desses óleos e costumam ser todos obtidos da Lavanda angustifolia, tendo leves variações em seu aroma e composição, mas os mesmos usos.

Link do produto:
Lavanda Inglesa – GT Inglaterra – Laszlo – 10,1ml

Lavandula X intermedia e Lavandula hybrida (sinônimo) são os nomes em latim para híbridos de diferentes espécies de lavandas. São chamados de LAVANDIM. Geralmente são obtidos pelo cruzamento de variedades da Lavanda angustifolia com a Lavanda latifolia. O LAVANDIM GROSSO é o mais comum e das espécies o que fornece o melhor rendimento. Possui alto teor de linalol no óleo.

Link do produto:
Lavandim Grosso – GT França – Laszlo – 10,1ml

O LAVANDIM ABRIALIS é uma das variedades mais antigas e possui alto teor de cânfora e cineol no óleo. O LAVANDIM SUMIAM é raramente cultivado na atualidade e é similar ao abrialis.

Link do produto:
Lavandim Abrialis – GT França – Laszlo – 10,1ml

O LAVANDIM SUPER é o mais similar em composição, cheiro e propriedades com a Lavandula angustifolia. Substitui a lavanda pela sua similaridade, sendo muitas vezes uma opção mais barata devido seu melhor rendimento.

A Lavandula latifolia dá origem ao óleo de LAVANDA SPIKE. Este óleo possui duas raças químicas, uma rica em cânfora, normalmente produzida na Espanha, e outra rica em linalol, de origem francesa ou americana. O quimiotipo canforado possui um aroma gelado, tipo eucalipto, é altamente estimulante e muito útil nas rinites.

Link do produto:
Lavanda Spike – QT Cânfora – GT Espanha – Laszlo – 10,1ml

A Lavandula stoechas dá origem ao óleo de LAVANDA ESTOECA, também chamada de lavanda grega ou turca. Esta era a planta utilizada pelos antigos romanos em seus banhos. O óleo é rico em cânfora, cineol e o componente fenchona que lhe dá um aroma um pouco desagradável.

Outra espécie, a Lavandula dentata, LAVANDA DENTATA, muito comum no Brasil e de fácil adaptação, possuindo um óleo de composição similar à estoeca, rico também em cineol, cânfora e fenchona. Ambos os óleos não possuem as propriedades calmantes típicas dos óleos de lavanda.

Link do produto:
Lavanda Dentata – GT Brasil – Laszlo – 10,1ml

Autor:Fábián László – Cientista aromatólogo